Conforme expõe o empresário e investidor Otávio Oscar Fakhoury, as crises econômicas são fenômenos que impactam profundamente a vida das pessoas e o funcionamento dos mercados. Isto posto, elas frequentemente resultam de falhas na supervisão do sistema financeiro, levando a desequilíbrios graves. Nesse contexto, a regulação financeira desempenha uma função fundamental na prevenção de colapsos futuros.
Pois, ao estabelecer regras claras e práticas de monitoramento, é possível fortalecer a economia, garantindo maior estabilidade para consumidores, empresas e governos. Com isso em mente, neste artigo, vamos explorar como a regulação financeira pode ser uma aliada crucial para evitar crises econômicas futuras, protegendo o poder de compra e promovendo um ambiente econômico mais seguro.
Como a regulação financeira estabiliza o poder de compra?
A regulação financeira ajuda a estabilizar o poder de compra ao limitar os riscos associados a flutuações abruptas nos preços, como frisa Otávio Oscar Fakhoury, regras que monitoram a oferta de crédito e evitam a criação de bolhas especulativas, como as do mercado imobiliário ou de ações, são essenciais para proteger consumidores e investidores. Essas medidas evitam que ativos supervalorizados provoquem colapsos financeiros, assegurando que o dinheiro continue tendo o mesmo valor de compra.
Além disso, a supervisão bancária garante que instituições financeiras mantenham reservas suficientes para enfrentar situações adversas. Isso evita corridas aos bancos e crises de liquidez, que podem comprometer toda a economia. Dessa forma, com a estabilidade no poder de compra, tanto as famílias quanto as empresas podem planejar melhor seus gastos e investimentos, criando um ciclo virtuoso de crescimento sustentável.
Práticas que ajudam a evitar crises econômicas e financeiras
De acordo com o ex-executivo de grandes bancos internacionais, Otávio Oscar Fakhoury, o fortalecimento das práticas de transparência no setor financeiro é uma das principais maneiras de evitar crises. Pois, quando empresas e bancos são obrigados a divulgar suas operações e exposição a riscos, os reguladores podem agir preventivamente para evitar colapsos.

Outro ponto importante é a regulamentação de instrumentos financeiros complexos, como derivativos. Crises passadas, como a de 2008, mostraram que produtos mal compreendidos ou mal regulados podem gerar efeitos catastróficos. Assim, com regras mais rígidas, é possível conter abusos e limitar o impacto desses instrumentos sobre a economia global, promovendo maior segurança no sistema.
Por que é importante a cooperação internacional na regulação financeira?
Em um mundo globalizado, onde fluxos financeiros atravessam fronteiras em segundos, a cooperação internacional se torna indispensável. Crises econômicas muitas vezes começam localmente, mas rapidamente se espalham para outros países. Por isso, a harmonização de normas e o trabalho conjunto entre reguladores de diferentes nações ajudam a evitar lacunas que possam ser exploradas por agentes financeiros irresponsáveis.
Além disso, segundo Otávio Oscar Fakhoury, organizações internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco de Compensações Internacionais (BIS), desempenham papéis importantes na coordenação de políticas e na criação de padrões globais. Esses esforços conjuntos ajudam a fortalecer o sistema financeiro como um todo, protegendo economias nacionais e globais de instabilidades que poderiam levar a crises generalizadas.
A regulação como um dos pilares de uma economia estável
Por fim, nota-se que a regulação financeira é uma ferramenta determinante para garantir a estabilidade econômica e prevenir crises futuras. Já que ao proteger o poder de compra, reforçar práticas de transparência e promover a cooperação internacional, ela estabelece as bases para um sistema financeiro mais seguro e resiliente. Portanto, investir em uma regulamentação robusta não é apenas uma medida de segurança, mas também um passo necessário para construir uma economia mais sólida e confiável para todos.