Física e matemática figuram há décadas entre as disciplinas com maiores índices de reprovação e evasão escolar. Porém, como apresenta Sergio Bento de Araujo, empresário especialista em educação, nos últimos anos, escolas têm adotado recursos tecnológicos e metodologias mais práticas para tornar esses conteúdos mais acessíveis e conectados ao cotidiano dos alunos, alterando a forma como essas matérias são percebidas.
O principal avanço está na possibilidade de transformar conceitos abstratos em experiências concretas, isso em vista de que, quando o aluno consegue visualizar fenômenos e testar hipóteses, a aprendizagem deixa de ser apenas teórica e passa a fazer sentido. Nas próximas linhas, você vai descobrir como esse processo contribui para um aprendizado mais significativo e eficaz.
Por que essas disciplinas afastam tantos estudantes?
Grande parte da dificuldade em física e matemática está associada ao nível de abstração dos conteúdos e à forma tradicional de ensino, baseada em exposição e repetição de exercícios. Esse modelo tende a favorecer apenas parte dos alunos e a reforçar a ideia de que essas áreas são inacessíveis para muitos.

A falta de contextualização contribui para a desmotivação, já que, como expõe Sergio Bento de Araujo, o estudante não vê relação entre fórmulas e situações reais, o que afeta o interesse e a persistência nos estudos. Esse distanciamento também influencia escolhas profissionais futuras, reduzindo a procura por carreiras ligadas às ciências exatas, com reflexos no mercado de trabalho e na formação de profissionais para áreas estratégicas.
Recursos tecnológicos e aprendizagem mais ativa
O uso de simuladores, softwares interativos, projetos com sensores, robótica educacional e experimentos virtuais permite que os alunos explorem conceitos como movimento, energia, proporções e geometria de forma dinâmica. Em vez de apenas resolver exercícios, eles passam a investigar situações e observar resultados.
Essa mudança favorece a aprendizagem ativa, em que o estudante participa do processo e desenvolve raciocínio científico. A tecnologia, nesse cenário, funciona como ponte entre teoria e prática, ajudando a construir compreensão, e não apenas memorização. Sergio Bento de Araujo ainda ressalta que atividades em grupo estimulam colaboração e comunicação, competências cada vez mais valorizadas também fora do ambiente escolar.
Efeitos sobre motivação, permanência e desempenho
Relatos de escolas que adotam metodologias mais práticas indicam melhora na participação dos alunos e redução da resistência às disciplinas. Embora os resultados variem conforme a infraestrutura e a formação docente, há tendência de aumento do engajamento e da frequência.
O empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo, destaca que o impacto não é apenas acadêmico, e quando o estudante percebe que consegue aprender, isso afeta a autoestima e a relação com a escola como um todo. Esse efeito pode contribuir para diminuir a evasão e melhorar o desempenho em avaliações externas, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social, onde a escola é um dos principais espaços de acesso à tecnologia.
Desigualdades de acesso e desafios de implementação
Apesar dos avanços, a adoção de tecnologias educacionais ainda é desigual entre redes públicas e privadas, e entre diferentes regiões do país. Falta de equipamentos, conectividade limitada e carência de formação específica para professores são obstáculos recorrentes.
Tal como Sergio Bento de Araujo evidencia, as políticas públicas e parcerias institucionais são decisivas para ampliar o acesso. Sem investimento em infraestrutura e capacitação, a inovação fica restrita a projetos pontuais. Outro desafio é garantir que a tecnologia seja integrada ao currículo e ao planejamento pedagógico, evitando que seja usada apenas como recurso ocasional, sem impacto real na aprendizagem.
Qual a expectativa para o futuro?
Por fim, a incorporação de tecnologia e metodologias ativas no ensino de física e matemática tem potencial para transformar a relação dos estudantes com essas disciplinas, tornando o aprendizado mais significativo e reduzindo barreiras históricas de acesso. No entanto, os benefícios dependem de políticas de inclusão digital, formação docente e integração curricular. Sem esses elementos, o risco é ampliar desigualdades em vez de promover oportunidades educacionais mais equitativas.
Autor: Aleksander Araújo