Levantamento de plataformas de cálculo de cachê e agências de publicidade mostra aumento nos preços cobrados por stories, posts e reels.
O mercado brasileiro de marketing de influência registrou reajuste nos valores cobrados por publis em julho deste ano. Segundo dados identificados em plataformas de cálculo de cachê e confirmados por agências de publicidade, influenciadores digitais passaram a cobrar cerca de 20% a mais por entregas em formatos como stories, posts no feed e reels, conforme reportagem do Portal Eldo Gomes (eldogomes.com.br). O movimento reflete um mercado que amadurece e passa a considerar critérios mais técnicos na precificação de campanhas.
De acordo com a reportagem, o aumento atinge diretamente marcas e criadores, em um cenário de expansão constante das campanhas publicitárias online. O impacto é sentido em diferentes faixas do mercado, desde criadores iniciantes até nomes com audiência consolidada, ainda que em proporções bem distintas dependendo do tamanho e do nicho de cada perfil.
Como ficaram os valores por faixa de seguidores
Segundo os dados apurados, um nano influenciador com até 10 mil seguidores passou a cobrar entre R$ 500 e R$ 1.500 por post após o reajuste. Já um macro influenciador, com audiência de até 1 milhão de seguidores, pode receber valores entre R$ 5.000 e R$ 45.000 por publicação, uma faixa que varia bastante conforme o nicho de atuação e o histórico de resultados entregues em campanhas anteriores.
O reajuste, segundo a reportagem, acompanha a maturidade do setor, que passou a considerar métricas como engajamento, nicho de atuação e exclusividade contratual na hora de definir o valor final de uma campanha, e não apenas o número bruto de seguidores do perfil. Esse tipo de critério técnico tem se tornado cada vez mais comum entre agências e marcas que buscam previsibilidade de retorno sobre o investimento publicitário.
Direitos de uso e exclusividade pesam no preço final
Especialistas ouvidos na reportagem do Eldo Gomes destacam que fatores como direitos de uso da imagem e exclusividade de marca podem elevar ainda mais os valores cobrados por um criador. Marcas que desejam impulsionar um post como anúncio pago em redes sociais, prática comum em campanhas de maior orçamento, precisam negociar acréscimos específicos além do cachê original combinado para a publicação orgânica.
Esse tipo de negociação em camadas, que separa o valor da postagem em si dos direitos de veiculação paga e exclusividade, tem se tornado parte do vocabulário padrão de contratos entre marcas e influenciadores no Brasil. A tendência é que esse detalhamento contratual se torne ainda mais comum à medida que o setor se profissionaliza e passa a operar com contratos mais próximos dos praticados em outras indústrias publicitárias tradicionais.
O reajuste identificado em julho é um sinal concreto de que o mercado de influência brasileiro segue em trajetória de valorização, mesmo em um cenário de forte concorrência entre milhões de criadores ativos no país. Para marcas que planejam campanhas nos próximos meses, entender essa nova referência de preços passa a ser essencial para negociar parcerias de forma justa e alinhada à realidade atual do setor.