O especialista em tecnologia, software e inteligência artificial, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, conhece bem o momento em que uma migração para cloud que parecia simples revela sua complexidade real. Não é no planejamento. É quando os primeiros sistemas entram em produção no novo ambiente e as decisões adiadas precisam ser tomadas às pressas, com operação em risco.
Cloud computing entrega o que promete quando a migração é tratada como um projeto de arquitetura, não como uma mudança de endereço dos servidores. A diferença entre as duas abordagens aparece no custo, na performance e na capacidade de escalar no momento certo.
Por que o custo da cloud surpreende quem não planejou direito?
Transferência de dados entre regiões, armazenamento de logs sem política de retenção, instâncias superdimensionadas que nunca foram revisadas: esses itens parecem pequenos isoladamente. Somados ao longo de meses, representam desperdício que corrói a justificativa financeira da migração.
Assim como indica o especialista em tecnologia, software e inteligência artificial, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, a visibilidade financeira sobre infraestrutura cloud precisa ser construída desde o início, com tags de custo por projeto, alertas de consumo e revisões periódicas de dimensionamento. Sem isso, o orçamento cresce sem correlação com valor entregue.

Segurança digital em ambientes cloud: o que muda na prática?
A responsabilidade compartilhada é um conceito fundamental na segurança em ambientes de cloud. O provedor de serviços é encarregado de proteger a infraestrutura subjacente, enquanto a empresa que utiliza esses serviços deve garantir a segurança das aplicações e dados que operam sobre essa infraestrutura. Embora essa divisão de responsabilidades esteja claramente delineada na documentação oficial, na prática, pode gerar confusão, especialmente para equipes que vêm de ambientes onde a segurança era gerenciada de forma centralizada e interna.
As falhas mais frequentes em ambientes de cloud geralmente decorrem de configurações inadequadas de armazenamento, permissões excessivas concedidas a usuários e falta de monitoramento de atividades anômalas. Essas não são falhas complexas ou sofisticadas, mas sim erros de configuração que poderiam ser evitados com processos de revisão e auditoria adequados. A implementação de boas práticas de segurança, como a definição de políticas claras de acesso e a realização de auditorias regulares, é essencial para mitigar esses riscos e garantir a integridade e a segurança dos dados na nuvem.
Quando faz sentido adotar uma estratégia multicloud?
A resposta honesta é: menos frequentemente do que o mercado sugere. Conforme aponta Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, a estratégia de multicloud faz sentido quando há requisitos regulatórios que exigem redundância em provedores distintos ou quando serviços específicos de um provedor são claramente superiores para determinados workloads. Fora desses cenários, a complexidade operacional tende a superar os benefícios.
A infraestrutura que vai sustentar os próximos anos
Conforme aponta Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, os workloads de inteligência artificial, sistemas de tempo real e aplicações distribuídas globalmente têm requisitos de infraestrutura que diferem dos sistemas tradicionais em latência, capacidade de processamento e padrão de custo. Portanto, planejar a infraestrutura cloud com esses workloads em mente desde agora evita uma reestruturação cara no futuro próximo.
A decisão tomada hoje sobre arquitetura de cloud determina o que será possível construir amanhã!
Autor: Diego Rodríguez Velázquez